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Homem de 45 anos terá morrido após esperar mais de 20 minutos por socorro

Homem de 45 anos terá morrido após esperar mais de 20 minutos por socorro

O comandante dos bombeiros de Abrantes disse ser impossível chegar no tempo ideal definido pelo INEM: "Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos".

Lusa /
Foto: António Antunes - RTP

Um homem de 45 anos morreu na quinta-feira, em Abrantes, depois de esperar mais de 20 minutos pelos meios de socorro, que deveriam ter chegado ao local em oito minutos, segundo as prioridades definidas pelo INEM.

Segundo disse à Lusa fonte dos bombeiros de Abrantes, no distrito de Santarém, o caso ocorreu no exterior da estação de comboios e os bombeiros foram acionados pelas 7:34.

A fita do tempo, a que a Lusa teve acesso, refere uma ocorrência classificada como P1 (emergente) - com um tempo de chegada ao local definido pelo INEM de até oito minutos - de um homem em paragem cardíaca, pelas 7:29. A ambulância dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Médio Tejo foram enviados para o local.

O meio mais diferenciado (VMER) chegou ao local pelas 7:53, segundo os mesmos dados.

Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Abrantes disse ser impossível com as atuais estradas percorrer a distância entre a corporação e a estação de comboios nos oito minutos previstos pelo INEM.

"Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos", disse.

Em declarações à Lusa, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) confirmou que na tarde de quinta-feira houve várias dezenas de ocorrências em espera para ser enviado meio de emergência, chegando a estar mais de 60 em simultâneo, muitas delas com tempos de espera ultrapassados, tendo em conta as prioridades defendidas pelo INEM.

O novo sistema de prioridades do INEM que entrou em vigor no início do ano define que uma ocorrência classificada como P1 (emergente), com critério clínico de "risco imediato de vida", deve ter meios de socorro no local em oito minutos, enquanto nos casos P2 (Muito urgente) os meios devem chegar em 18 minutos.

Para os P3 (Urgente) a chegada ao local está definida em até 60 minutos e a P4 (Pouco urgente) 120 minutos.

As ocorrências classificadas como P5 não têm necessidade de envio de meios de emergência e são transferidas para a Linha SNS24.

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